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Estruturas precárias afetam alunos em Araxá

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • 8 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Quase dois anos sem aulas presenciais não foram suficientes para manutenções e reparos nas unidades escolares do município.


O retorno das aulas presenciais em Araxá tem revelado que os quase dois anos de escolas fechadas foram mesmo tempo perdido. E isso não apenas para as crianças que foram impedidas de ter acesso ao direito ao ensino, mas também sob o ponto de vista de reformas nas estruturas físicas que abrigam as escolas municipais. Pais e responsáveis tem usado as redes sociais para expor a situação decadente dos prédios. Várias denúncias expostas nos perfis nas redes sociais mostram a situação e revelam o descaso por parte do poder público.


Para se ter uma ideia no início deste mês a direção do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Anita Mesquita, no bairro São Geraldo, interditou o pátio da escola por medo que durante as recreações as crianças caíssem no enorme buraco no muro. O acesso ao pátio, única área de lazer das crianças, foi vedado por fita zebrada.


O caso do Cemei Delica P. Vale, popularmente conhecido por Dona Delica, no bairro Santo Antonio, é ainda mais grave. Duas salas tiveram que ser interditadas porque foram tomadas por mofo. As salas foram construídas rente ao muro que foi alvo da infiltração. Por enquanto, as crianças que estudavam nestas turmas foram transferidas para a Escola Estadual Pio XII.


Questionada sobre o Cemei Anita Mesquista, a secretária municipal de Educação Zulma Moreira informou que o local foi isolado porque outro muro será construído agora que cessaram as chuvas. Informou ainda que “é de nosso conhecimento a necessidade de reformas nesta unidade. São muitas obras a serem feitas nas escolas, nesta e outras, que estão há muitos anos sem melhorias. Estamos trabalhando para isso.”

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