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Crise na saúde volta à pauta na Câmara

Foto do escritor: Gi Palermi
Gi Palermi
10 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 17 de set.

Pela segunda semana seguida, problemas da saúde pública municipal dominaram as cobranças na Câmara de Araxá.


Uma mulher com o braço quebrado teria sido mandada para casa, com dor, porque faltava material para realizar sua cirurgia. Outros pacientes estariam esperando há mais de 15 dias por procedimentos ortopédicos. Entre os assuntos apresentados na Câmara de Araxá nesta quarta-feira (09.set.2026), esse foi o que mais chamou atenção. 


A denúncia foi apresentada pela vereadora Maristela Dutra. Ela cobrou da Secretaria Municipal de Saúde explicações sobre a falta de materiais ortopédicos, a demora nas cirurgias e quais medidas emergenciais estão sendo tomadas para resolver o problema. 


O assunto merece ainda mais atenção porque não é um fato isolado dentro da Câmara. Pela segunda semana consecutiva, a saúde pública municipal esteve no centro das cobranças dos vereadores. Na reunião anterior, realizada em 1º de setembro, já haviam sido levados ao plenário problemas como a fila de 462 pacientes aguardando cirurgia de catarata e questionamentos sobre pagamentos atrasados e recursos da saúde.


Quando a mesma área volta ao plenário semana após semana, o problema deixa de parecer pontual. Alguma coisa precisa ser explicada. E, principalmente, resolvida.


Paciente com fratura não pode esperar indefinidamente enquanto corre risco de agravamento ou sequela. Antes de propaganda, anúncio ou discurso sobre eficiência, existe uma obrigação básica do poder público: fazer o serviço funcionar.


A Reunião Ordinária desta semana ocorreu excepcionalmente na quarta-feira, devido ao feriado de 7 de Setembro. Seis vereadores usaram a tribuna. Não houve votação de projetos de lei.


As tribunas


Maristela Dutra também cobrou providências para a falta de materiais usados em cirurgias ortopédicas e questionou atrasos no pagamento de médicos especialistas. A vereadora pediu ainda informações sobre Aluguel Social e Auxílio Moradia, melhorias no trânsito e ampliação das atividades oferecidas aos alunos do ensino integral.  


Rodrigo do Comercial Aeroporto questionou o pagamento mensal de R$ 8 mil por um imóvel alugado em abril para receber uma unidade do PACE no São Pedro, mas que ainda não atende a população. Também cobrou a reforma do Ginásio do São Pedro, mais clareza nas prestações de contas municipais e homenageou a radialista Eveline Drumond.  


Investigador Rodrigo pediu informações sobre gastos, critérios e resultados da política de concessão de passagens para pessoas em situação de rua que desejem retornar voluntariamente às cidades de origem. Também solicitou melhorias de segurança no trânsito da Rua Rio Branco e homenageou José Antônio de Resende, o Zezinho, pelos 33 anos de serviços prestados à comunidade.  


João Veras pediu a retomada do programa Mãos à Obra, limpeza preventiva dos bueiros e uma grande operação tapa-buracos. Também falou sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, defendeu investigação e transparência e divulgou uma campanha para ajudar uma mulher com deficiência visual.   


Marciony Sucesso apresentou demandas de bairros, entre elas reforma da quadra do Boa Vista, passarela para pedestres sobre a MG-146, redutor de velocidade no Santo Antônio e mudanças no estacionamento do Santa Luzia. Também repudiou o furto de uma torneira recém-instalada na Praça José Batista Alves e cobrou cuidado com o patrimônio público.  


João Paulo da Filomena também utilizou a tribuna. A assessoria do vereador, no entanto, não encaminhou o conteúdo de seu pronunciamento após os contatos feitos para solicitar as informações.


Sem projetos


Não houve apreciação de projetos de lei nesta reunião. A ausência de votações, porém, não deixou a quarta-feira sem assunto. Saúde, dinheiro público, assistência social, trânsito, infraestrutura e prevenção às chuvas ocuparam o plenário.


Mas a saúde voltou a se impor. Duas reuniões consecutivas. Novos problemas. Novas cobranças.


Quando pacientes aguardam procedimentos, médicos reclamam de atrasos e surge a denúncia de que uma mulher com o braço quebrado voltou para casa porque faltava material para operá-la, já não basta dizer que providências serão tomadas.


A população precisa saber quando o problema será resolvido.

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