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Coreia do Norte executa grupo de cristãos clandestinos

Foto do escritor: Gi Palermi
Gi Palermi
27 de mar. de 2022
2 min de leitura

ONG que monitora perseguição a cristãos no mundo denunciou "varredura massiva" de cristãos em região do país

A Coreia do Norte executou um grupo de cristãos clandestinos em uma região do país na qual foi perpetrada uma “varredura massiva” de fiéis, denunciou nesta semana a ONG Portas Abertas (Open Doors), que monitora a perseguição contra os cristãos no mundo.


A região não foi identificada por motivos de segurança, mas fontes ligadas à Portas Abertas informaram que dezenas de cristãos estavam reunidos para um culto clandestino quando o local foi invadido por guardas do regime comunista ateu que governa o país com níveis brutais de repressão. Todos foram presos e executados.


A denúncia divulgada pela ONG acrescenta que até os familiares dos cristãos executados, cerca de 100 pessoas, foram capturados e presos, o que significa que passarão a sobreviver em condições sub-humanas, como é comum nos presídios e campos de concentração mantidos pela ditadura norte-coreana.


Estas prisões e execuções refletem a recente promulgação da assim chamada Lei do Pensamento Anti-Reacionário, que impõe drásticos castigos aos indivíduos e grupos que divulgam produtos ou meramente ideias consideradas “estrangeiras”. Após essa lei, a perseguição estatal, que já era intensa, piorou ainda mais, dificultando ao máximo os eventos religiosos que a população organizava clandestinamente.


Na Coreia do Norte, a religião é estritamente proibida. Em contrapartida, os cidadãos são forçados a praticamente “adorar” o ditador e seus antepassados.


O país ocupou durante 20 anos o topo do ranking dos piores países do planeta para os cristãos. No ranking deste ano, porém, a Coreia do Norte ficou em segundo lugar: o pior país passou a ser o Afeganistão. Não é que a situação norte-coreana tenha melhorado: pelo contrário, ela piorou, mas a situação afegã conseguiu piorar mais ainda.

Por Aleteia

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