Falta d’água chega ao MP
- Gi Palermi
- há 3 dias
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Representação pede investigação sobre cortes de água, baixa pressão, fiscalização do contrato com a Copasa e medidas emergenciais em Araxá.
O cidadão Romário Gerson Galdino, popularmente conhecido como Romário do Picolé, protocolou, nesta sexta-feira (04.set.2026), uma representação no Ministério Público de Minas Gerais. Ele pede uma investigação sobre os problemas no abastecimento de água em Araxá.
O documento cita interrupções, fornecimento irregular e baixa pressão em vários bairros. Também menciona os problemas divulgados nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. Comunicados da Copasa alertaram para suspenção do serviço de água em dezenas de bairros.
A representação não acusa antecipadamente a Copasa, a Prefeitura ou qualquer agente público de cometer crime. O pedido é para que as autoridades investiguem os fatos e apresentem respostas claras à população.
Dados cobrados
Romário pede que a Copasa informe quais bairros foram afetados, quando os cortes começaram e quanto tempo duraram. A empresa também deverá explicar as causas, o tempo necessário para normalizar o serviço e as medidas tomadas durante a falta d’água.
A representação solicita ordens de serviço, registros internos, reclamações recebidas e dados sobre a pressão da rede. Também pede informações sobre os reservatórios, a capacidade de produção, as perdas de água e os investimentos realizados no município.
A Prefeitura deverá apresentar o contrato firmado com a Copasa e seus aditivos. O Município também poderá ser chamado a mostrar como fiscaliza o serviço, quais metas cobra da empresa e se aplicou notificações ou penalidades.
O documento pede ainda a atuação da ARSAE-MG, agência responsável por fiscalizar os serviços de água e esgoto em Minas Gerais. A intenção é saber se o abastecimento de Araxá atende às exigências previstas nas normas e no contrato.
Plano emergencial
Caso a falta d’água continue ou volte a acontecer, a representação pede um plano emergencial. Esse atendimento poderá ser feito por caminhões-pipa, reservatórios provisórios ou pontos de distribuição.
O plano deverá informar os bairros atendidos, os horários, o volume disponível e os canais para solicitar ajuda. A qualidade da água fornecida também deverá ser controlada.
Hospitais, unidades de saúde, escolas, creches, casas de repouso, abrigos e serviços de emergência deverão receber prioridade. Pessoas em situação de maior vulnerabilidade também deverão ser atendidas primeiro.
Audiência citada
A representação menciona a audiência pública realizada pela Câmara Municipal em 26 de agosto. O encontro discutiu a falta d’água, a capacidade do sistema, os investimentos e a segurança do abastecimento em Araxá.
Também são citados estudos de saneamento anunciados pela Prefeitura. O pedido é para que as promessas e informações públicas sejam conferidas por meio de documentos e fiscalização técnica.
Se a investigação encontrar falhas, o Ministério Público poderá recomendar providências, propor um acordo para corrigir os problemas ou entrar com uma ação civil pública.
A ARSAE-MG também poderá aplicar as medidas previstas nas normas. Qualquer desconto na conta, devolução de valores ou indenização dependerá da comprovação das falhas e dos prejuízos sofridos.
Em resumo, a representação quer respostas, transparência e providências. A população de Araxá precisa saber por que a falta d’água se repete e o que será feito para impedir que o problema continue.
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