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Família pede liberdade de Zhang Zhan

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • 8 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Repórter de Xangai foi ao então epicentro da Covid-19 no mundo para registrar o confinamento. Ela foi condenada a uma pena de 4 anos de prisão. Familiares dizem que ela está à beira da morte.

Em fevereiro de 2020, a jornalista e advogada Zhang Zhan fez revelações sobre o combate ao novo Coronavírus em Wuhan, na China. Por filmar a real condição da cidade no começo da pandemia, Zhang Zhan acabou sentenciada a quatro anos de prisão e, agora, está perto da morte após declarar uma greve de fome.


Morando em Xangai, a jornalista viajou para Wuhan logo que a quarentena foi implementada na cidade e, com isso, capturou imagens exclusivas do combate à pandemia, como a imagem de pacientes instalados nos corredores lotados de um hospital - cenas que revelaram as precárias condições sanitárias da cidade.


Pela exposição dos fatos, Zhang Zhan foi acusada de "provocar distúrbios da ordem pública". Essa sentença é comumente atribuída a dissidentes políticos na China. Lembrando que o país vive sob o regime ditatorial do governo do Partido Comunista Chinês (PCCh).


Uma vez detida, a jornalista iniciou sua greve de fome e, de acordo com seus familiares, vem sendo alimentada à força através de sondas nasogástricas na unidade de detenção em Xangai. Nesse sentido, o irmão da jornalista, Zhang Ju, afirmou, em seu Twitter, que Zhang está muito magra e, por isso, "pode não sobreviver ao inverno".


Diante da atual condição da jornalista, a Anistia Internacional pediu, na última quinta-feira (4 de outubro), que Zhang Zhan seja libertada imediatamente, para que ela "termine a greve de fome e receba o tratamento que precisa desesperadamente”.


Logo em seguida, os Repórteres Sem Fronteiras pediram que a comunidade internacional também pressione o governo chinês em prol da libertação da jornalista. Para o grupo, é essencial que Zhang esteja livre "antes que seja tarde demais".


Preocupados, os familiares da jornalista pediram autorização para visitá-la na prisão de Xangai, mas, de acordo com um advogado de Zhang, não receberam qualquer resposta. Dessa forma, pouco se sabe sobre o estado atual da ex-advogada.


Na sexta-feira (5 de outubro), ao ser questionado sobre o caso, o ministério chinês das Relações Exteriores não divulgou quaisquer novos detalhes sobre Zhang.

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