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Virgem Maria é profanada em parada gay na Itália

Foto do escritor: Gi Palermi
Gi Palermi
4 de jun. de 2022
2 min de leitura

Igreja e comunidade local condenam unanimemente a blasfêmia (disfarçada de provocação) do desfile LGBTQIA+.



Um manequim, em tamanho real, vestido de Virgem Maria, com os seios nus. Uma imagem provocantemente ostentada no último sábado (4 de junho) na Parada do Orgulho Gay em Cremona, um desfile LGBTQIA+, que chocou e entristeceu muitos cidadãos e que levou o Bispo Antonio Napolioni a escrever uma pequena mensagem à cidade.


"Percebo a consternação de numerosos cidadãos”, escreve o bispo, “crentes e não crentes, pela presença de imagens ofensivas e evidentemente blasfemas, que não podem ter qualquer valor educativo ou comunicativo de valores e direitos. Estes são gestos que não fazem bem a ninguém, e que também prejudicam os muitos que trabalham com respeito mútuo por uma sociedade sem discriminação”.


“Expresso o meu pesar e o da comunidade cristã”, lê-se no site da diocese, “no desejo de aprender sempre da Mãe de Deus e da humanidade um olhar de acolhimento, compreensão e reconciliação para com todos. A Igreja em Cremona, empenhada num diálogo sinodal aberto com tantas vozes e experiências das suas próprias comunidades e da sociedade civil, alimentará em oração o compromisso ulterior de anúncio e diálogo, que estes tristes episódios não têm força para minar”


A profanação durante a Parada do Orgulho Gay de Cremona foi imediatamente contestada nas redes sociais. O presidente da Câmara de Cremona, Gianluca Galimberti, acabou no centro das críticas pelo patrocínio concedido pelo município ao evento.


Já o empresário Giovanni Arvedi tomou uma posição dura.


“Estes símbolos não têm nada a ver com a legítima proteção de direitos e a luta contra a homofobia e a discriminação”, disse ele. “São imagens inapropriadas porque ofendem a sensibilidade dos outros”.


Agora, os partidos de oposição no Conselho municipal apelam em conjunto pela revogação do patrocínio do evento pelo município.

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