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Buracos dominam debate na Câmara

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Problema se arrasta desde 2025, atravessou a seca e agora explode com as chuvas, afetando bairros de toda a cidade.


Os buracos foram os grandes protagonistas da reunião da Câmara Municipal nesta terça-feira (24.fev.2026). Não houve votação de projetos. Mas quase todos que subiram à tribuna tocaram no mesmo ponto: o asfalto de Araxá está pedindo socorro.


A sessão foi presidida pelo vice-presidente Jairinho Borges. O presidente Raphael Rios justificou ausência.


De bairros centrais aos mais afastados, o cenário se repete. João Veras apresentou requerimento pedindo operação tapa-buracos em uma longa lista de ruas espalhadas por regiões como Bom Jesus, Salomão Drummond, Francisco Duarte, Santo Antônio, Ana Pinto de Almeida, Jardim das Oliveiras, Vila João Ribeiro, Mangabeiras, Alvorada e Novo Santo Antônio. A quantidade de vias citadas chama atenção. Não é um ponto isolado. É um problema espalhado.


Marciony Sucesso pediu reparos na Rua José Lemos Torres, no bairro Guilhermina Vieira Chaer. Falou das condições precárias do pavimento e dos riscos para quem passa pelo local.


Rodrigo do Comercial Aeroporto cobrou urgência na recuperação da Rua Francisco Penello, conhecida como Rua da Capela Nossa Senhora de Fátima. A via atende moradores do Residencial Solaris, Jardim Europa e Jardim Bela Vista. Segundo ele, a situação tem causado prejuízos materiais e insegurança.


Maristela Dutra classificou como graves os problemas estruturais em ruas como Capitão José Porfírio, Elias José Carneiro, Benedito de Resende e Vanderlei Pereira França. Em alguns pontos, segundo relato, já há formação de crateras no meio da pista.


É importante deixar claro: o problema não começou agora.

Não é culpa apenas da chuva.


Em 2025, mesmo na época da seca, os buracos continuaram abertos. A cidade passou meses convivendo com buracos, asfalto esfarelando, remendos soltos e vias onduladas. Ou seja, a chuva piora. Mas não explica tudo.


Quando chega o período chuvoso, a situação explode. A água infiltra. O pavimento já fragilizado cede com mais facilidade. O que era buraco pequeno vira cratera. Mas o que se vê hoje é resultado de desgaste acumulado, manutenção insuficiente e, possivelmente, problemas na base do asfalto.


Não é normal uma cidade do porte de Araxá ter tantas vias comprometidas ao mesmo tempo.


As consequências são reais. Pneus estouram. Suspensões quebram. Motociclistas se arriscam todos os dias. Motoristas desviam bruscamente e aumentam o risco de acidente. Moradores relatam dificuldade até para entrar e sair da garagem.


O prejuízo não é só no bolso. É na segurança.


Quando vários vereadores, na mesma sessão, trazem pedidos de tapa-buracos de regiões diferentes, isso mostra que o problema é generalizado. Não é uma rua esquecida. É um sistema viário que precisa de atenção mais profunda.


Remendo emergencial pode aliviar. Mas não resolve se a estrutura de baixo estiver comprometida. A cidade precisa de planejamento, manutenção preventiva e fiscalização técnica rigorosa.


Buraco constante não é detalhe.

É sinal de falha.


Araxá merece ruas transitáveis o ano inteiro. Na chuva e na seca. Porque mobilidade urbana não pode depender do clima.

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