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Buracos voltam a dominar a Câmara

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Três vereadores cobram tapa-buracos e plano organizado para ruas de Araxá; sessão teve apenas pronunciamentos e indicações.


Os buracos continuam sendo o retrato mais visível do dia a dia de Araxá. E isso ficou claro de novo na sessão ordinária da Câmara Municipal de Araxá, realizada nesta terça-feira (03.mar.2026).


Não houve votação de projetos. A sessão foi marcada por pronunciamentos na tribuna e pela apresentação de requerimentos, indicações e moções. E, no meio de vários assuntos, um tema se repetiu com força: ruas esburacadas.


Três vereadores trataram do mesmo problema. Isso não acontece por acaso. Quando a reclamação se repete com tanta frequência, é porque a cidade inteira está sentindo.


Roberto do Sindicato pediu tapa-buracos e recapeamento no contorno do Lago Norte, no Barreiro. Disse que há trechos quase sem condição de trafegar. Também cobrou intervenções na Rua Abrão José Bittar, no Jardim Bela Vista, e citou ruas do bairro João Bosco Teixeira, onde os buracos já atrapalham até o transporte coletivo.


Chicão Jesus Te Ama reforçou o pedido de recuperação das ruas. Falou do bairro Alvorada, da Vila São Pedro e do Jardim Europa. E voltou a citar a Rua Abrão José Bittar. Quando um mesmo endereço aparece mais de uma vez, na mesma sessão, é sinal de que a situação está passando do limite.


Professor Jales foi direto e prático. Disse que não basta jogar massa e ir embora. Defendeu um plano organizado. Pediu cronograma público. Cobrou serviço bem feito, com qualidade, e uma ordem clara de atendimento por bairros.


Os pedidos mostram algo simples: o problema não está pequeno. E não está localizado. Se fosse uma rua só, seria uma cobrança pontual. Mas são vários bairros. Várias regiões. E a lista cresce semana após semana.


Para quem vive isso no dia a dia, não é debate político. É vida real. É pneu estourado. É roda empenada. É suspensão quebrada. É moto derrapando para desviar. É motorista freando em cima da hora. É risco de acidente. É prejuízo.


A chuva piora a situação, sim. Mas não explica tudo. Porque o asfalto já vinha cedendo antes.


Remendo que não dura. Buraco tampado hoje, aberto amanhã. E, no fim, o cidadão paga várias vezes com seu imposto a cada conserto.


O que os pronunciamentos desta terça mostraram é que Araxá precisa de algo mais do que correria de última hora.


Precisa de serviço bem feito. Precisa de rotina de manutenção. Precisa de planejamento. E precisa de transparência, com um cronograma claro para a população saber onde e quando o trabalho vai acontecer.


Buraco não é “detalhe”. Buraco é falta de cuidado. E quando a Câmara passa uma sessão inteira sem votar projetos e o assunto mais repetido na tribuna é tapa-buraco, fica o recado: a cidade está pedindo socorro.


E a paciência do morador está acabando.

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