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Casa do Caminho sob risco de suspensão

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Corpo Clínico denuncia atrasos salariais recorrentes, protocola documento no MP e alerta para possível suspensão de atendimentos eletivos.


Um documento forte. Direto. Assinado por vários médicos. O Corpo Clínico do Hospital Casa do Caminho enviou uma manifestação formal à Diretoria Técnica. O motivo é grave: atraso e instabilidade no pagamento dos honorários médicos.


O documento foi divulgado nesta segunda-feira (02.mar.2026). E, segundo os médicos, foi protocolado nesta terça-feira (03.mar.2026) no Ministério Público e na Secretaria Municipal de Saúde. 


A situação é grave. Há médicos se afundando em cheque especial. Outros tendo que recorrer a empréstimos. Na semana passada eles receberam o pagamento referente ao mês de dezembro. Até o momento, não há previsão para o pagamento de janeiro. E o mês de março já começou.


Os profissionais deixam claro que sabem que o hospital depende de repasses de dinheiro público através da Prefeitura. Mas afirmam que o problema não é apenas externo. Segundo o texto, há falhas internas de gestão. Principalmente na prestação de contas do convênio.


Em palavras simples: se a documentação não é enviada corretamente e no prazo, o dinheiro não chega. E quem paga a conta são os médicos.


O documento afirma que falta organização administrativa. Falta transparência. Falta comunicação clara sobre os faturamentos. Isso gera insegurança financeira. E quebra a confiança.


Os médicos citam o Código de Ética Médica. Lembram que é direito do profissional receber de forma digna e pontual. Trabalhar sem receber não é só imoral, é também proibido pelo próprio Código. 


E fazem um alerta importante. Se houver atraso superior a 15 dias no pagamento, o Corpo Clínico poderá suspender atendimentos eletivos e não urgentes. Ou seja, consultas e procedimentos que não sejam emergência podem parar.


Atenção: urgência e emergência continuam garantidas. Eles deixam isso claro. Não haverá abandono da população. Mas o recado é firme. Se a situação não for resolvida, poderão comunicar outros órgãos de fiscalização profissional e institucional.


O que isso significa na prática?


Significa que o hospital pode enfrentar redução nos atendimentos. A população pode sofrer com filas maiores. Cirurgias eletivas podem ser adiadas. Exames podem demorar mais.


Quando a gestão falha, o reflexo cai sobre o cidadão. É preciso responsabilidade. É preciso transparência. É preciso organização. Saúde não pode viver de improviso. Hospital não pode funcionar no susto.


O documento afirma que a intenção não é confronto. É resolver. É restabelecer condições mínimas para continuidade do serviço.


Mas a situação é séria. Quando médicos precisam formalizar ameaça de suspensão para receber pelo que já trabalharam, algo está errado.


Agora a bola está com a direção do hospital. E também com os órgãos que receberam o protocolo. E quem mais precisa de solução rápida é a população de Araxá.

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