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Manipular a informação é uma estratégia de guerra

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • 28 de fev. de 2022
  • 2 min de leitura

Em qualquer conflito só é possível afirmar que não há lado bom. Há apenas interesses.

Uma das armas mais importantes em uma guerra é a informação. Em uma guerra, a informação é usada para produzir uma boa imagem de um governo trazendo e consequentemente captar aliados. É também arma de destruição da imagem do inimigo para que ele não receba apoio. Além disso, ela é usada como ferramenta para escrever a história e garantir como aquele conflito será contato.


Para que se ter uma ideia, vamos voltar a 1945. Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo inteiro apoiou os Estados Unidos e todos ficaram sabendo do holocausto nazista, porém ninguém soube das atrocidades cometidas pelos Estados Unidos no Japão.


Só depois de muito tempo, o mundo soube dos efeitos das bombas nucleares em Hiroshima e Nagazaki. Ainda hoje a população sente os efeitos causados pelas bombas atômicas. As pessoas que não morreram, foram expostas a uma devastadora radiação, a qual gerou lesões genéticas que foram transmitidas para os seus filhos, e filhos de seus filhos, e assim vai acontecer, também, às próximas gerações. A bomba não somente causou a morte de milhares de pessoas durante a explosão, mas causa a morte de pessoas até hoje, devido à radiação. Mais de 70 mil pessoas já foram mortas desde então, em consequência da exposição à radiação daquelas bombas.


Sem contar que escondem até hoje por qual motivo especificamente aquelas duas cidades foram escolhidas para aquele ataque brutal.


Na atual guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a informação também tem sido uma arma importante. Para exemplificar, cito o áudio que muitos ouviram divulgado pelo The Telegraph – o maior jornal britânico-, onde supostamente ocorreu uma conversa entre uma embarcação russa e uma base ucraniana. Neste áudio os soldados ucranianos mandam os russos se fuderem e segundo as informações divulgadas pelo The Telegraph todos eles foram mortos.


Bom, talvez isto não tenha acontecido.


Segundo o governo russo, não havia 13 soldados, mas 82 e todos eles teriam se entregado. Teriam recebido comida e água. E, teriam sido enviados de volta para casa depois de assinarem sua rendição. Curiosamente, há um vídeo divulgado, que mostra o registro com imagens desse momento.


E agora, quem está mentindo: o The Telegraph ou o Governo Russo? Consegue perceber a complexidade de uma “guerra de informação” em meio a uma guerra real e devastadora?


Em uma guerra, em qualquer esfera, seja civil, diplomática, fria, nuclear, biológica, química, comercial ou psicológica, só é possível afirmar que não há lado bom. Não há bonzinhos, apenas vilões.


E nesta guerra atual não seria diferente. De um lado temos os globalistas financistas usando o patriotismo ucraniano para entrar em um conflito sem possibilidade de vitória e do outro um exército liderado por um ditador expansionista com sede de poder.


Por Edmilson Cruz

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