Contas de Araxá passam sob questionamentos
- Gi Palermi
- há 5 dias
- 2 min de leitura
Vereadores aprovavam contas de 2024 por 9 votos a 2, mas relatório do Tribunal de Contas registra falhas, divergências e recomendações.
A Câmara de Araxá aprovou em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (06.ago.2026) as contas do Município referentes a 2024. O placar ficou em 9 a 2 com uma abstenção do vereador Roberto do Sindicato. O Tribunal de Contas deu parecer favorável, mas fez recomendações e apontou falhas que merecem atenção.
Prestação de contas parece assunto distante. Mas não é. Estamos falando do dinheiro que paga remédio, escola, asfalto, servidores, obras e serviços públicos. E foi para apreciação das contas da Prefeitura referentes a 2024 que os vereadores se reuniram de forma extraordiária.
O Tribunal de Contas de Minas Gerais recomendou a aprovação. Mas isso não significa que estava tudo perfeito. O relatório registrou problemas e fez uma lista de correções que a Prefeitura deve observar.
Em linguagem simples, o Tribunal encontrou abertura de créditos sem cobertura legal, diferenças entre informações contábeis e divergências na forma de registrar despesas e o chamado superávit financeiro. Também recomendou mais cuidado nas alterações do orçamento e respeito à autorização prévia da Câmara quando ela for exigida.
Mesmo assim, o TCE entendeu que parte das falhas tinha baixo impacto financeiro e não era suficiente para reprovar as contas. Por isso, deu parecer favorável, mas com recomendações.
Foi justamente aí que surgiram os dois votos contrários.
A vereadora Maristela Dutra afirmou que seu voto foi técnico e baseado no dever de fiscalizar. Para ela, os apontamentos não poderiam ser ignorados. Também cobrou provas de que as recomendações do Tribunal estejam sendo cumpridas.
Rodrigo do Comercial Aeroporto também votou contra. Segundo ele, sua análise encontrou indícios de manobra fiscal, ajuste contábil irregular, antecipação indevida de receitas e atraso deliberado de repasses. As afirmações do vereador precisam ser esclarecidas pelo Executivo.
Para o cidadão, a pergunta é simples: se houve falhas, elas foram corrigidas? Se o Tribunal fez recomendações, elas estão sendo cumpridas?
Na mesma reunião, também foi aprovado o Projeto de Lei nº 194 de 2026, que autoriza a doação de uma área de 20,8 mil m², avaliada em R$ 3,13 milhões, para um empreendimento habitacional da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, no Bairro Orozino Teixeira.
Fiscalizar dinheiro público não é criar problema. É obrigação. Porque, no fim, quando a Prefeitura erra nas contas, quem paga é a população.
Comentários