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Robson-Bosco se dão aumento de 33,14%

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Aprovado por 9 votos a 3, projeto eleva em 33,14% também os salários de secretários, procurador, controlador e presidentes de autarquias. Impacto orçamentário chega a quase R$4 milhões.


O prefeito de Araxá, Robson Magela, e o vice, Bosco Junior, terão um aumento de salário de 33,14%. A Câmara Municipal de Araxá aprovou o Projeto de Lei nº 17 de 2026 em uma sessão longa, tensa e fora do dia habitual. Excepcionalmente realizada na quinta-feira (19.fev.2026), por causa do feriado de Carnaval, a reunião durou cerca de sete horas. Por 9 votos a 3, foi aprovado o reajuste que alcança todos o primeiro escalão do governo Robson-Bosco.


Na prática, o prefeito passa a receber R$ 28.742,26. O vice-prefeito terá vencimentos fixados em R$ 21.556,69. Secretários, procurador-geral, controlador-geral e dirigentes de autarquias como Fundação Cultural Calmon Barreto, Fundação da Criança e do Adolescente, IPREMA e IPDSA passam a ganhar R$ 17.963,91.


O argumento oficial é técnico. O índice de 33,14% corresponde à variação acumulada do IPCA entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Está na lei. Está no papel. Está dentro da regra.


Mas política não vive só de índice. Vive de prioridade.


Enquanto o alto escalão recebe 33,14% de reajuste, os servidores tiveram 6%. E sem retroativo a janeiro. Segundo foi debatido em plenário, custaria pouco mais de R$1 milhão para garantir essa retroatividade. Não foi feito. A justificativa foi falta de recursos.


Também não saiu do papel o auxílio financeiro de R$ 900 para aposentados e pensionistas. O impacto seria pouco mais de R$2 milhões. De novo, a resposta foi que não havia dinheiro.


Agora, para reajustar seus próprios salários e dos demais agentes políticos, a administração Robson-Bosco encontrou uma forma de garantir um impacto orçamentário que chega perto de R$4 milhões.


Dois pesos. Duas medidas.


O vereador Professor Jales foi direto: disse não entender como falta recurso para aposentados e licença-prêmio, mas há condição para 33,14% de reajuste ao prefeito.


A vereadora Maristela Dutra também demonstrou indignação. Lembrou que o prefeito terá aumento de cerca de R$7 mil por mês. Questionou o discurso de falta de dinheiro.


“Se não tivesse recurso, esse projeto não estaria aqui”, afirmou.

Votaram contra o projeto Maristela Dutra, Professor Jales e Rodrigo do Comercial Aeroporto. Votaram a favor do projeto Alexandre Irmãos Paula, Chicão Jesus Te Ama, Garrado, Investigador Rodrigo, Jairinho Borges, João Paulo da Filomena, João Veras, Kaká da Mercearia, Marciony Sucesso. Os vereadores Fernanda Castelha e Roberto do Sindicato estavam ausentes no momento da votação.


É importante dizer: reposição inflacionária é direito. Não é aumento real. Mas política também é símbolo. É exemplo.


Quando se concede 33,14% ao topo e 6% à base, o recado é claro. Quando se nega R$ 900 a aposentados e se aprova quase R$ 4 milhões para o alto escalão, a população percebe.


O discurso pode ser técnico. Mas a escolha é política. E o cidadão sabe quando a conta fecha para uns e nunca fecha para outros.

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