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Saúde no limite volta à Câmara

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • 25 de ago.
  • 3 min de leitura

Relatos de atrasos salariais, risco de paralisação e cirurgias canceladas colocaram novamente Santa Casa e Casa do Caminho no centro das cobranças.


A situação da Santa Casa e da Casa do Caminho foi o assunto mais preocupante da reunião ordinária da Câmara Municipal de Araxá desta terça-feira (25.ago.2026). Duas tribunas diferentes chegaram ao mesmo problema: falta de pagamento, dificuldade financeira e risco de prejuízo direto para quem depende dos hospitais em uma sessão sem votação de projetos.


Maristela Dutra cobrou explicações sobre uma nova suspensão de atendimento médico atribuída à falta de pagamento. Pediu informações sobre os valores atrasados, recursos disponíveis para a Saúde, extratos das contas e aplicações financeiras da Prefeitura entre janeiro e agosto e a prestação de contas da Santa Casa e da Casa do Caminho. 


Rodrigo do Comercial Aeroporto foi além. Levou à tribuna relatos de salários atrasados, dívidas com fornecedores e problemas até com empréstimos consignados. Segundo levantamento do seu gabinete, fornecedores de materiais hospitalares e cirúrgicos estariam sem receber e isso estaria provocando interrupções e cancelamentos de cirurgias já marcadas. Ele também perguntou se existe risco de paralisação parcial ou total dos hospitais. 


É aqui que a burocracia deixa de ser apenas número em uma planilha. Quando falta material, não é o papel que espera. É o paciente. Quando o médico não recebe, não é um problema distante da população. É o atendimento que pode parar. E quando duas instituições essenciais chegam repetidamente à Câmara cercadas de cobranças sobre dinheiro, dívidas e continuidade dos serviços, alguma coisa precisa ser esclarecida. Saúde não pode funcionar na base do “vamos ver até quando dá”.


Outras tribunas


Além das cobranças sobre Santa Casa e Casa do Caminho, Maristela Dutra pediu providências contra a falta recorrente de água. Solicitou à Copasa explicações sobre os últimos 60 dias, cronograma de abastecimento por bairros, plano de investimentos e compensação na conta pelos dias sem fornecimento.  Também cobrou transparência sobre os R$ 3,139 milhões arrecadados com a venda de dez terrenos do Distrito Industrial.  


Além de pedir respostas sobre a crise financeira dos hospitais, Rodrigo do Comercial Aeroporto convocou a população para audiência pública sobre a falta d'água e cobrou a participação da Copasa, Prefeitura, Ministério Público e demais órgãos envolvidos. Retomou ainda a proposta de criação de um Fundo Municipal para prevenção e resposta a desastres e emergências climáticas.


Marciony Sucesso apresentou pedidos para manutenção permanente da Praça José Batista Alves; cobertura e banco em ponto de ônibus da Rua Washington Barcelos; estudo para mão única na Rua Alemanha; reparo dos ralos do Calçadão; recuperação das ruas do Jardim Europa; e iluminação pública na Rua Thomaz de Lima. Também apresentou projetos para preservar a memória do futebol de Araxá e reconhecer o voo livre como patrimônio cultural imaterial e turístico. 


Investigador Rodrigo apresentou o projeto “Corte o Risco: Arma Branca Não é Mercadoria de Rua”. A proposta pretende impedir a venda ambulante de facas, canivetes, punhais, estiletes, facões e objetos semelhantes em espaços públicos. Não atinge lojas regulares nem o uso profissional desses instrumentos. Também pediu um Fórum Comunitário para explicar à população e aos setores envolvidos como funcionará a recém-sancionada Lei “República Legal”, que estabelece regras para repúblicas e moradias coletivas. 


João Veras homenageou a educadora Leydiana Princesa de Oliveira e pediu piso adequado na área externa do CEMEI Armindo Barbosa. Também sugeriu que o imóvel sem uso adequado onde funcionava o CRAS do Francisco Duarte seja destinado preferencialmente a um novo CEMEI ou a outra atividade pública de Educação, Saúde ou Assistência Social.  Relatou ainda visitas, reuniões e demandas atendidas no Setor Norte. 


João Paulo da Filomena também utilizou a tribuna, porém nenhum assessor respondeu aos contatos feitos para fornecer o conteúdo do pronunciamento.

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