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Saúde volta ao centro da Câmara

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Sem votação de projetos, sessão expôs filas, demora no SUS Fácil, cobranças por cirurgia, pediu mais especialistas na UPA. Também houve cobranças por segurança, escola e infraestrutura.


Gente esperando cirurgia. Família sem saber quando a vaga pelo SUS Fácil vai sair. Paciente de Araxá buscando atendimento fora da cidade. Dor que não entra em planilha. Angústia que não cabe em discurso. E uma pergunta que voltou à tribuna da Câmara: até quando a saúde pública vai continuar empurrando o sofrimento da população para depois?


A Câmara Municipal de Araxá realizou, nesta terça-feira (05.mai.2026) mais uma sessão ordinária. Não houve votação de nenhum projeto de lei. Mesmo assim, a reunião foi marcada por cobranças. E o assunto mais repetido pelos vereadores foi a saúde pública.


Rodrigo do Comercial Aeroporto pediu informações sobre cirurgias de prótese de quadril pelo SUS. Ele quer saber quantos pacientes estão na fila e como essa espera está sendo tratada. Atrás desse número existe gente com dor, dificuldade para andar, dependência da família e vida parada enquanto a cirurgia não chega.


João Paulo da Filomena também cobrou respostas sobre a demora na liberação de vagas pelo SUS Fácil e na realização de cirurgias eletivas e de urgência. Segundo ele, o problema já foi apontado antes e continua atingindo quem depende do sistema público de saúde.


Marciony Sucesso defendeu a presença de um cirurgião bucomaxilofacial na UPA. A proposta busca dar resposta mais rápida a pacientes com traumas no rosto e urgências odontológicas. Maristela Dutra apresentou projeto voltado às pessoas com fibromialgia e pediu fiscalização sobre a alimentação servida a pacientes de Araxá atendidos em casa de apoio em Uberaba.


Dinheiro público


A transparência também apareceu na sessão. Maristela pediu documentos e informações sobre o projeto que autoriza a administração municipal a buscar até R$ 50 milhões para obras de recapeamento e pavimentação.


Antes de uma dívida desse tamanho avançar, a população tem direito de saber quanto pode custar, quais ruas serão atendidas e quais compromissos ficarão para os próximos anos.


Cidade real


A infraestrutura voltou à tribuna pela voz de vários vereadores. Kaká da Mercearia pediu vistoria no Córrego da Galinha, no bairro Santa Rita, por possível descarte irregular de rejeitos. Também cobrou tapa-buracos, sinalização e limpeza urbana.


Rodrigo do Comercial Aeroporto pediu medidas contra uma erosão no bairro Tiradentes. Para quem não mora perto, pode parecer apenas mais um problema técnico. Para quem convive com o risco, é medo de acidente, prejuízo e abandono.


Investigador Rodrigo defendeu a implantação do Colégio Tiradentes em Araxá, apresentou o projeto “Alerta Infantojuvenil” e destacou melhorias na estrada do Córrego do Sal. Marciony também falou sobre segurança de entregadores, Olimpíada Municipal, capina, limpeza e iluminação pública. Maristela tratou de videomonitoramento, sinalização e segurança. Rodrigo do Comercial Aeroporto apresentou o programa “Araxá Turista”. João Paulo propôs estudo para isenção de IPTU a pessoas com doenças graves, além de medidas de mobilidade e segurança escolar. João Veras levou pedidos de assistência social, melhorias urbanas, homenagens e ações recentes do mandato.


A sessão terminou sem votação de projetos. Mas não terminou vazia. A tribuna mostrou a cidade real: paciente esperando, morador cobrando, bairro pedindo socorro e população querendo resposta. Quando a saúde aparece tantas vezes na mesma reunião, o sinal é claro. O problema não está isolado. Está espalhado pela vida de muita gente.

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