Araxá fica sem exames pelo SUS
- Gi Palermi
- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Administração Robson–Bosco deixou contratos com laboratórios vencerem e não há previsão de abertura de licitação para novos credenciamentos.
Moradores de Araxá enfrentam um novo problema na saúde pública neste mês de dezembro. Exames laboratoriais pelo SUS deixaram de ser realizados na rede credenciada da cidade. Os contratos com os dois laboratórios que atendiam pelo SUS venceram. E não foram renovados. Também não houve abertura de licitação para novo credenciamento até o momento.
O Instituto Químico de Análises Clínicas e o Laboratório Lâmina eram, até então, os únicos credenciados para diversos tipos de exames. Com o fim dos contratos, os atendimentos pelo SUS foram encerrados.
Agora, apenas o Laboratório Municipal realiza exames pelo SUS em Araxá. Mas apenas os mais simples. Exames básicos de rotina.
Na prática, quem precisa de exames mais completos precisa pagar. E os preços não são acessíveis.
Em uma das situações enfrentadas por famílias da cidade, um idoso de 68 anos recebeu pedido médico para exames. A família procurou atendimento pelo SUS. Ligou. Foi pessoalmente a diferentes laboratórios. A resposta foi sempre a mesma: pelo SUS, não faz. Somente no particular.
Em outro caso, uma mulher autônoma recebeu pedido médico para uma bateria de exames de sangue. Eram 27 no total. No Laboratório Municipal, apenas cinco poderiam ser feitos pelo SUS. Os demais, apenas em laboratórios particulares. O orçamento ultrapassou mil reais.
Mil reais. Para quem depende do SUS. Para quem não tem plano de saúde. Para quem já paga imposto sobre tudo o que compra e consome.
O problema atinge principalmente idosos, mulheres e famílias de baixa renda. Exames não são luxo. São diagnóstico. São prevenção. São acompanhamento. São cuidado com a vida.
O que causa ainda mais indignação é o silêncio. Não houve aviso à população. Não houve explicação clara. O Sistema Único de Saúde existe com a promessa de atendimento universal. E todos pagam altos impostos para mantê-lo.
Internamente, nos corredores da Secretaria Municipal de Saúde, a informação é de que não há, até o momento, previsão de quando novos laboratórios serão credenciados.
A administração Robson Magela e Bosco Júnior deixou os contratos vencerem. E quem paga essa conta é o cidadão.
Saúde pública não pode funcionar assim. No improviso. No silêncio. E à custa de quem mais precisa.




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