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Cai teto da Saúde em Araxá

  • Foto do escritor: Gi Palermi
    Gi Palermi
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Prédio no Centro Administrativo não foi interditado, não houve vistoria dos Bombeiros nem da Defesa Civil e servidores trabalham sob risco de novos desabamentos.


Parte do teto do prédio da Secretaria Municipal de Saúde de Araxá caiu durante a madrugada da última terça-feira, no Centro Administrativo. Mesmo com falhas estruturais evidentes e risco à segurança, o imóvel não foi interditado e servidores continuam trabalhando, sem avaliação técnica do Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil. A situação expõe funcionários a perigo e levanta questionamentos sobre a condução do caso pela administração Robson Magela e Bosco Júnior.


Na manhã de terça-feira (20.jan.2026), servidores de diversos setores que atuam no prédio chegaram a ser dispensados às pressas. O motivo foi grave: parte da estrutura do teto cedeu. O ambiente foi considerado inseguro no momento do ocorrido, com risco evidente à integridade física de quem trabalha no local.


Apesar do episódio, não houve interdição oficial do prédio. Apenas limpeza.


Na quinta-feira, dois dias depois do desabamento, os servidores foram convocados a retornar às atividades. O retorno ocorreu no mesmo imóvel, com a mesma estrutura comprometida e sem a realização de obras de reparação. O risco de novos desabamentos permanece.


Além disso, nem o Corpo de Bombeiros nem a Defesa Civil foram acionados para realizar avaliação de risco estrutural após a queda do teto. Ambos confirmaram que não estiveram no local para vistoria técnica. Ou seja, não houve laudo externo que atestasse a segurança do prédio para a retomada das atividades.


Solução incerta


Extraoficialmente, a informação que circula entre os servidores é que a administração municipal pretende alugar um espaço para transferir temporariamente os setores enquanto obras são realizadas. No entanto, até que essa alternativa se concretize, os funcionários seguem trabalhando em um ambiente que já apresentou falha estrutural grave.


Problema antigo


O caso desta semana não é isolado. Há cerca de dois anos, o segundo andar do mesmo prédio precisou ser interditado devido a problemas estruturais. Na época, servidores foram remanejados para salas alugadas em outros pontos da cidade. O segundo pavimento foi lacrado e permanece fechado até hoje.


Provisório eterno


O Centro Administrativo de Araxá, oficialmente denominado Cidade Administrativa Presidente Juscelino Kubitschek, teve sua construção iniciada em 2010. A Secretaria Municipal de Saúde foi transferida para o local em janeiro de 2012, com o objetivo de reduzir gastos com aluguéis e integrar as secretarias municipais.


Na época, o bloco ocupado pela Saúde foi preparado para funcionar como sede provisória.


Treze anos depois, o provisório se tornou permanente. E os sinais de desgaste agora são visíveis: teto caindo, estrutura comprometida e servidores expostos a riscos que não deveriam existir em um prédio público.


Silêncio oficial


A assessoria de comunicação da Prefeitura de Araxá foi procurada para esclarecer os fatos, informar se existe laudo técnico que ateste a segurança do imóvel e explicar por que o prédio não foi interditado após o desabamento. Mas, não houve retorno.


Quando parte de um teto cai, não se trata de detalhe. Trata-se de um alerta claro de que algo não vai bem. Ignorar esse alerta e manter pessoas no local sem avaliação técnica não é normal. Não é prudente. E não é correto.


Servidor público não pode ser tratado como peça de reposição. Segurança não pode ser relativizada. E economia nunca pode justificar a exposição de pessoas a um perigo conhecido.


O que aconteceu foi simples de entender: houve um aviso, ele foi ignorado, e isso colocou pessoas em risco. E quando isso acontece, o erro não está no teto que caiu. Está na decisão de fingir que ele não avisou.

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